domingo, 26 de fevereiro de 2012


O papel do Fonoaudiólogo nas Unidades 
de Cuidados Intensivos -Considerações Gerais


A avaliação no âmbito da Terapia da Fala/Fonoaudiologia tem como objetivo avaliar os 
pacientes com suspeita de disfagia orofaríngea (alterações da deglutição). A maior
parte dos pacientes apresentam historial de Acidente Vascular Cerebral, Doença Degenerativa,
Tumor Cerebral, Miopatia, intubação orotraqueal prolongada, traqueostomia como os principais 
fatores de risco. A avaliação visa identificar possíveis alterações funcionais nas fases oral e 
faríngea da deglutição. É importante avaliar a comunicação, linguagem (receptiva e expressiva)
e outras capacidades cognitivas como a atenção, memória, orientação; o desempenho respiratório 
como o tempo máximo de fonação; a motricidade orofacial (morfologia, mobilidade, sensibilidade, 
reflexos) e sempre que possível uma análise vocal.

A intervenção do Terapeuta da Fala/Fonoaudiólogo contribui:
-estudo das possibilidades de alimentação por via oral;
- averiguar qual o método mais adequado de alimentação por via oral;
- seleção das consistências da dieta;
- especificar os riscos e precauções durante a alimentação (risco de aspiração);
- estabelecer um plano e programa de tratamento adequados;
- utilização de técnicas e manobras terapêuticas (treino de manobras de proteção das vias aéreas 
pelo uso de técnicas compensatórias);
- sensibilização e envolvimento da equipa multidisciplinar;
- orientações ao paciente, ao cuidador e à equipa.

Normalmente, a equipa multidisciplinar é constituída por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,
fonoaudiólogos e nutricionistas. É pertinente referir que a intervenção do fonoaudiólogo na 
reabilitação das disfagias não se restringe apenas às unidade de cuidados intensivos, 
sendo necessário expandir este trabalho paras as enfermarias, e em alguns casos, nos ambulatórios.

Fotografia: Centro de Referência do Idoso da Zona Norte.

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