domingo, 30 de outubro de 2011

Texto de Clarice Lispector


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector

sábado, 29 de outubro de 2011

Fonoaudiologia e Psiquiatria


Diagnóstico e conduta dos estados confusionais
José Cássio do Nascimento Pitta
   

José Cássio do Nascimento Pitta
José Cássio do Nascimento Pitta
Professor Assistente do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo ( Unifesp/ EPM)
CorrespondênciaJosé Cássio N. Pitta
Rua Botucatu, 740/3º andar
04023-900 São Paulo, SP
Caixa Postal: 20207
Tel.: (0xx11) 3256-4891 (res.)
Tel.: (0xx11) 3255-1375 (cons.)
E-mail:pitta@psiquiatria.epm.br
O estado confusional é caracterizado por obnubilação da consciência (diminuição do grau da clareza de consciência, prejuízo da concentração, lentidão da compreensão, dificuldade de percepção e elaboração das impressões sensoriais), desorientação temporal e espacial, delírio onírico (assemelha-se ao sonho: vivo, dramático, alucinações visuais de conteúdo, muitas vezes, aterrorizantes) e prejuízo da memória, geralmente com amnésia lacunar posterior à remissão desse estado psíquico-patológico. O termo “estado confusional” não pode ser considerado um transtorno mental unicamente de origem neurobiológica, mas é, muitas vezes, uma síndrome mental orgânica, principalmente classificado na forma clínica de delirium.1
Síndrome confusional ou delirium é um transtorno mental que é causado e mantido por determinadas doenças sistêmicas que afetam o cérebro, apenas um dos múltiplos órgãos acometidos pela doença, não sendo, portanto, considerado um transtorno mental primário. As manifestações psicopatológicas não são específicas em relação à doença somática que a causou.2 Bonhoeffer (1910) descreveu as formas de reações exógenas, nas quais o mesmo agente etiológico poderia produzir sintomas psíquicos diferentes, assim como quadros clínicos semelhantes originariam a partir de diferentes agentes etiológicos, demonstrando dessa forma a universalidade e independência da natureza da doença orgânica subjacente.
Quadro clínico
O estado confusional é caracterizado pela presença de alteração aguda da consciência; tem início súbito, freqüentemente com duração máxima de oito dias e remissão completa. A prevalência em hospitais gerais varia entre 10% e 30% em pacientes idosos; e entre 10% – 40% e 20% – 30% em unidades de terapia intensiva.2
•   A alteração mais importante do estado confusional é o comprometimento da consciência, às vezes não se manifestando com muita evidência. O nível da consciência pode flutuar durante o dia, com piora freqüente à noite. Esse prejuízo é reconhecido pela desorientação temporal e espacial, alteração da consciência autopsíquica e perplexidade frente ao ambiente e a pessoas do convívio familiar. O paciente apresenta diminuição da concentração, assim como das respostas solicitadas. Em decorrência das flutuações, é necessário o exame várias vezes ao dia, para detectar as alterações das funções psíquicas.
•   A mudança do ciclo sono-vigília ocorre freqüentemente. Alguns pacientes podem permanecer sonolentos durante o dia e com intensa agitação à noite, apresentando dificuldade para manutenção do sono.
•   A memória apresenta-se prejudicada no registro de novas informações e para novos aprendizados, assim como no ato de recordar.
•   A psicomotricidade apresenta-se alterada, com a presença de hiperatividade ou lentidão psicomotora. Algumas vezes, observa-se movimentos estereotipados ou mutismo.
•   O humor encontra-se lábil e oscila com manifestações de ansiedade, irritabilidade e sintomas depressivos.
•   O pensamento é lento e incoerente em sua forma, tendo conteúdo precariamente elaborado, idéias de referência e delírios persecutórios transitórios pouco estruturados.
•   A sensopercepção pode estar comprometida, ocorrendo ilusões, distorções nas interpretações ou alucinações, sendo as mais comuns as visuais, as auditivas; as menos freqüentes são as tácteis.
•   A crítica em relação ao seu estado mórbido apresenta-se comprometida.
As características clínicas do estado confusional variam entre os pacientes e estão relacionadas aos traços de personalidade. Há duas principais formas de manifestação psicopatológica: o paciente apresenta-se agitado e hiperativo, com alucinações e delírios; e o paciente apresenta-se com lentidão psicomotora e letargia, em que é menos provável a presença de delírios e alucinações.
Delirium é definido como uma síndrome cerebral orgânica etiologicamente não específica, caracterizada por perturbações simultâneas de consciência, atenção, percepção, pensamento, memória, comportamento psicomotor, emoção e ciclo sono-vigília. A duração é variável, e o grau varia de leve a muito grave. Essa categoria inclui: síndrome cerebral aguda ou subaguda; estado confusional (não alcoólico) agudo ou subagudo; síndrome psicoorgânica aguda ou subaguda; psicose infecciosa aguda ou subaguda.
Critérios diagnósticos de delirium de acordo com a CID-10
A.  Há obnubilação de consciência, isto é, redução da claridade de percepção do ambiente, com capacidade reduzida de focar, manter a atenção.
B.  A perturbação de cognição é manifestada por ambos:
        (1) comprometimento das memórias imediata e recente, mas com memória remota relativamente intacta;
        (2) desorientação temporal, espacial e pessoal.
C.  Pelo menos uma das seguintes perturbações psicomotoras está presente:
        (1) mudanças rápidas e imprevisíveis de hipo a hiperatividade;
        (2) tempo de reação aumentado
        (3) aumento ou diminuição do fluxo da fala;
        (4) intensificação da reação de susto.
D.  Há perturbação do sono ou do ciclo sono-vigília manifestada por pelo menos um dos seguintes:
        (1) insônia, a qual pode, em casos graves, envolver perda total do sono, com ou sem sonolência diurna, ou inversão do ciclo sono-vigília;
        (2) piora noturna dos sintomas;
        (3) sonhos perturbadores e pesadelos, os quais podem continuar como alucinações ou ilusões após o despertar.
E.  Os sintomas têm início rápido e mostram flutuação ao longo do dia.
F.  Há evidência objetiva a partir da história, exame físico e neurológico e testes laboratoriais de uma doença cerebral ou sistêmica subjacente (outra que não relacionada a substância psicoativa) que possa ser presumida como responsável pelas manifestações clínicas nos critérios A-D.
Etiologia
Existem várias causas intracranianas e extracranianas relacionadas aos estados confusionais. As principais seguem-se:
1.  endócrinopatias: hipotiroidismo, hipertiroidismo, doença de Addison, síndrome de cushing;
2.  metabólicas: hipoglicemia, hiperglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos, insuficiência renal e hepática;
3.  intoxicações: álcool, cocaína, benzodiazepínicos, corticosteróides, anticolinérgicos, levodopa, metildopa, opiáceos, digoxina, diuréticos, anti-histaminícos, cannabis, estimulantes, solventes, mercúrio, chumbo, magnésio, monóxido de carbono;
4.  abstinências: álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos, anfetamínicos;
5.  vasculares: insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, encefalopatia hipertensiva, arterites cerebrais, ataques isquêmicos transitórios.
6.  infecções: sífilis, tuberculose, Aids, toxoplasmose, citomegalovirus, mononucleose, broncopneumonia, endocardites, encefalites, infecções urinárias;
7.  lesões que ocupam espaço: tumores do SNC, metástases, hematoma subdural, aneurismas, abscessos cerebrais, hidrocefalia;
8.  nutricionais: deficiência de vitaminas (tiamina, cianocobalamina, ácido fólico, ácido nicotínico);
9.  doenças auto-imunes: lúpus eritematoso, vasculites;
10. epilepsias: convulsões psicomotoras, estado pós-ictal.
Não são todos os pacientes com as condições acima citadas que desenvolvem delirium. Alguns fatores favorecem o aparecimento do quadro em crianças, pacientes acima de 60 anos, pessoas com história anterior de abuso de substâncias psicoativas ou de traumatismo craniano, com privação de sono, e privação ou hiperestimulação sensorial.2


Diagnóstico diferencial
O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com os seguintes transtornos mentais:
1.  esquizofrenia: o início tende a ser mais insidioso, embora a vivência delirante primária ou humor delirante apresentem, muitas vezes, uma certa perplexidade, não ocorre rebaixamento do nível de consciência, e a orientação temporal e espacial geralmente está conservada, exceto quando secundária à estruturação do delírio. As alucinações são geralmente auditivas, e as visuais, quando ocorrem, não têm o caráter onírico ou aterrorizante dos quadros confusionais. O quadro clínico é mais estável sem flutuações durante o dia;
2.  episódio maníaco: a fase inicial pode apresentar uma alteração da consciência, geralmente de forma menos intensa. O humor exaltado e irritável, assim como agitação psicomotora é mais estável, quando comparado aos estados confusionais;
3.  transtornos dissociativos: apresentam alteração da consciência, freqüentemente com ausência de perplexidade perante à desorientação temporal, espacial e autopsíquica. As manifestações psicopatológicas não pioram durante a noite, e não ocorrem alterações do ciclo sono-vigília. Esses transtornos predominam em adultos jovens, com história mais evidente de conflitos nas relações interpessoais. Alguns quadros dissociativos são muito semelhantes aos estados con-fusionais de origem orgânica, sendo o diagnóstico somente elaborado após a confirmação da ausência de alterações sistêmicas, a partir do exame físico e exames complementares acima descritos.
4.  síndromes demenciais: o início do quadro clínico é insidioso, com prejuízo progressivo da memória de fixação, precedendo a outras alterações psicopatológicas. As alterações da consciência são mais raras e, geralmente, ocorrem nos estágios mais avançados. A demência de origem vascular apresenta estados confusionais com características clínicas de delirium.


Tratamento
O tratamento inicia-se com a identificação do agente etiológico e conseqüente correção da alteração sistêmica de base. Alguns procedimentos são necessários para atenuar o rebaixamento da consciência e criar condições de segurança até que a patologia somática seja estabilizada.4


Medidas gerais
1.  O paciente deve permanecer em um ambiente o mais tranqüilo possível, com iluminação adequada e evitar o excesso de estímulos sensoriais;
2.  a higiene e alimentação devem ser assistidas;
3.  os membros da equipe devem se identificar e explicar cada procedimento, além de evitar mudanças constantes desses profissionais. A presença de familiares, assim como informações sobre seu estado podem ser úteis para ajudar a diminuir a perplexidade do paciente, decorrente da dificuldade em reconhecer o ambiente;
4.  para reduzir a desorientação temporal e espacial deve-se repetir várias vezes local onde o paciente se encontra e a data exata.


Referências
  1. Postel J. Dictionnaire de psychiatrie et de psychopatologie clinique. Paris: Larousse; 1993.
  2. Gelder M, Gath D, Mayou R. Concise Oxford textbook of psychiatry. Oxford: Oxford University Press; 1994.
  3. Organização Mundial da Saúde. Classificação de Transtornos mentais e de comportamento da CID-10: referência rápida. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997.
  4. American Psychiatric Association. Practice Guidelines for the treatment of psychiatric disorders: compedium 2000. 1st ed. Washington (DC): American Psychiatric Association; 2000.


domingo, 23 de outubro de 2011

ELA


Por Eliane Machado Rocha

ELA  chega de mansinho,
Sem ter dia nem hora
Cada um a sente de uma maneira diferente e
Lentamente ELA vai invadindo nosso espaço,
Exigindo de nós mais e mais,
Risos tornam-se calados,
Os olhos tornam-se secos,
Saímos do nosso eu, mas
Encontramos um nós.


Lutamos por tempos contra
Algo que não sabemos bem como
Traduzir em palavras a
Essência do seu porquê,
Reunimos forças de todos os lados,
Amigos se vão e vem assim como os
Lamentos e questionamentos,


Amarguras e dúvidas
Muitas vezes passam a ser nossa companhia, mas o mais
Importante é sabermos que
Onde quer que estejamos existe um Deus
Todo poderoso que nos acolhe,
Reúne nossos pedaços e nos levanta.
Órfãos desse Pai nunca seremos.
Façamos Dele o nosso ponto de apoio!
Indiferente de raça e religião,
Com certeza sentiremos o verdadeiro 
Amor.

O amor de Deus.
Em Comunidade Ela Brasil

Livros e Poemas


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
 Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Recebi de uma amiga





"Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinha, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que tudo valeu a pena..."

(Desconheço a autoria)

texto


Pergunta:

 Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de
 linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?
Resposta:
     Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel,
 mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você
 percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata
 quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você
 tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
      E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir
comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de
grão em grão que a galinha enche o papo.
     Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto,
encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é
necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe.
Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
     Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai
com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente
acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam
alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de
assar leitão.
     Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas
mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na
maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate,
enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com
cara de quem comeu e não gostou.
     O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é
tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para
engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos,
literalmente.
     Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio
desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar
sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua
empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma
banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir
plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se
junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
     Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir
mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no
frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando.
Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
     
Entendeu agora o que significa “no frigir dos ovos”?



Enviado por SITAR ( Comunidade ELA - Brasil)


Até


Ju

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Interesse Geral


Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás
Concerto de Lançamento da Turnê Internacional


Data: Domingo, 23 de Outubro de 2011
Horário: 11h
Local: Teatro Escola Basileu França – Avenida Universitária, nº 1750, Setor Leste Universitário.
Entrada: R$10,00 (meia-entrada – R$5,00 – para idosos e crianças de até 10 anos de idade)




A turnê da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás tem chamado a atenção da imprensa internacional. No final de semana passado, profissionais de vários veículos de comunicação espanhóis estiveram em Goiânia. Cinegrafistas e jornalistas da TV Antena3, dos jornais La Vanguardia, El Pais e Presencia, além do grupo Vocento de Comunicação, estiveram durante três dias em Goiânia gravando os ensaios e entrevistando os músicos da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás.  Na sexta-feira foram recebidos pelo Governador em exercício José Eliton para uma entrevista coletiva. Durante os 03 dias estiveram presentes também diretores da multinacional espanhola Endesa, patrocinadora da turnê.

É a primeira turnê internacional de uma orquestra de Goiás, e a 3ª de uma orquestra jovem brasileira, numa oportunidade única de mostrar nossa cultura fora do Brasil. 

A turnê da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás é patrocinada na Espanha pela multinacional Endesa, e no Brasil pela Endesa Brasil, que em Goiás controla a Usina de Cachoeira Dourada, através da Endesa Cachoeira Dourada.



Programa

ANTONIO CARLOS GOMES (1839-1896)
·      Abertura da ópera “Salvador Rosa”
·      “Sento uma forza idomita”, Cena e Dueto de Ceci e Pery, da ópera “O Guarany”

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)
·      O Trenzinho do Caipira, das “Bachianas Brasileiras nº 2

MOZART CAMARGO GUARNIERI (1907-1993)
·      Dança Brasileira

ARTURO MARQUEZ (1950)
·      Danzón nº 2

AMADEU VIVES (1871-1932)
·      Fandango de la sarsuela “Doña Francisquita”

PABLO DE SARASATE (1844-1908)
·      Arias Ciganas para Violino e Orquestra      

MANUEL DE FALLA (1876--1946)
·      Dança Espanhola, da ópera “La vida breve”

PAU CASALS (1876-1976) / MIQUEL ASINS ARBÓ (1918-1996)
Inst. de Antonio Alburquerque
·      El Cant dels Ocells

ARI BARROSO (1903-1964) / VALDIR AZEVEDO (1923-1980)
Arr. de Sergio Kuhlmann
·      Aquarela do Brasil / Brasileirinho


Solistas: Marcos Bastos – Violino
              Michel Silveira – Tenor
              Mábia Felipe – Soprano

Regente: Eliseu Ferreira

Maestro Eliseu Ferreira

          Natural de Anápolis, o maestro é licenciado em Educação Artística, Bacharel em Clarineta e Mestre em Performance Musical pela Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. Estudou clarineta com o prof. Fernando Henrique Machado na Escola de Música de Brasília e com o saudoso prof. Luiz Gonzaga Carneiro na UNB. Estudou regência com o Maestro Emílio de César por vários anos. Participou de festivais, cursos de aperfeiçoamento, e master-classes no Brasil e no exterior, tendo aulas com renomados professores, dentre eles, Dante Anzolini, Roberto Duarte, Aylton Escobar, Kirk Trevor, Tsung Yeh, Tomás Koutnik, Neil Thomson, Frank Shipway e Kurt Masur. Participou de cursos de Regência em Zlin e Kromeriz, na República Tcheca e em Londres, Inglaterra (Royal College of Music e Royal Academy of Music). Atuou como regente nos seguintes grupos: Orquestra Filarmônica de Goiás, Orquestra Jovem de Goiás, Orquestra Planalto Central, Orquestra de Câmara de Goiânia, Camerata Vocal de Goiânia, Banda Sinfônica do CEFET-GO, Orquestra Sinfônica de Goiânia. Atuou como professor de Prática de Orquestra, Regência Orquestral e Regência Coral em alguns festivais de música no Brasil. Em 2010 recebeu o Diploma de Destaque Cultural do Ano pelo trabalho realizado em prol da música clássica em Goiás. Desde 2002 é o Regente Titular da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, com a qual tem realizado um intenso trabalho didático e artístico, realizando séries de concertos na capital e em todo o Estado de Goiás, além de concertos no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. É também regente da Orquestra de Câmara Goyazes desde o ano de 2008, grupo que já dirigiu também entre 1999 e 2003. Atua como professor regular de Regência no Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França.


OS SOLISTAS

Mábia Felipe é Especialista em Performance Vocal,  Bacharel em Canto e graduada em Educação Musical pela Escola de Música e Artes Cênicas da UFG. Atua como solista em concertos com orquestras e coros interpretando obras de J. S. Bach, G. F. Handel, W. A. Mozart, F. Schubert, L.van Beethoven, Pe. José Maurício N. Garcia, A. Dvorák, G. Donizzetti, dentre outros. Apresentou-se em Máster Classes com professores de renome nacional e internacional, dentre eles: Ileana Cotrubas (Romênia), Klara Csordas (Hungria), Victoria Yevtiodieva (Rússia), Lélio Capilupi (Itália), Luis Tenaglia (Brasil), Kate Eberly (USA). Em seu repertório operístico interpreta personagens como: Fiordiligi, Pamina e Condessa de Almaviva (Mozart); Mimi, Musetta, Cio – Cio San (Madama Butterfly) e Lia (Puccini); Caterina (Mascagni); Ilara e Cecília (Carlos Gomes). Foi premiada no ano de 2008 com o segundo lugar no VII Concurso de Interpretação da Canção de Câmara Brasileira. Tem participações em CDs como Lento acalanto de Estércio Marques, Missa festiva em Lá b M de Fernando Cupetino e In Itinere, produzido pela Escola de Música da UFG, no qual interpreta a obra ganhadora da XVII Bienal de Música Contemporânea do Rio de Janeiro, composta pelo músico Paulo Guhicheney especialmente para sua voz.


Michel Silveira iniciou seus estudos musicais em 1992, quando ingressou no Curso Técnico de Canto do então Instituto de Artes da Universidade Federal de Goiás. Em 2003, concluiu o bacharelado na mesma escola, na classe do professor Angelo Dias.    Desenvolve intensa carreira como recitalista e camerista, com repertório voltado à canção de arte. Suas interpretações do Dichterliebe, de Schumann, de Songs of Travel, de Vaughan Williams, e de Les illuminations e de Abraham and Isaac, de Britten, receberam críticas entusiásticas.  Michel tem-se dedicado também como solista ao repertório coral-sinfônico, em obras como a Paixão Segundo São João e o Magnificat, de Bach; o Messias, de Handel; a Messa di Gloria, de Puccini, o Requiem, de Verdi; a Missa em Sol Maior, de Schubert; a Missa Solemnis in C e o Requiem, de Mozart; a Missa in tempore belli, de Haydn; o Oratório de Natal, de Saint-Saens; a Missa de Santa Cecília, de Gounod; e a Missa Creola, de Ariel Ramirez, dentre outras. É convidado regular do Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), tendo participado de várias programações especiais. No ano de 2000, integrou o elenco da ópera Così fan tutte (Ferrando), de Mozart, em Brasília. Em Uberlândia, nos anos de 2004 e 2007, participou de montagens da ópera Il Guarany (Peri), de Carlos Gomes. Cantou também, em 2006, na montagem de Gianni Schicchi (Rinuccio), de Puccini, realizada pelo Studio Ópera da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. Em 2009 mais uma vez interpretou Peri na primeira e histórica montagem de Il Guarany em Assunção no Paraguai junto à Orquestra Sinfônica Nacional desse país e sob a direção do maestro italiano Francesco Grigolo. Consta ainda de sua atividade operística, cortinas líricas e recitais interpretando personagens como Lensky (Eugene Onegin), Alfredo (La Traviata), Don Otavio (Don Giovanni), Nemorino (L’elisir d’amore) e Fausto (Faust). Em 2003, recebeu o primeiro prêmio no Concurso Nacional de Canto promovido pela Universidade Federal de Goiás e, em 2004, participou do 5º Concurso Internacional de Canto Bidú Saião.

Marcos Bastos iniciou os estudos de violino com o prof. Dário José dos Santos, estudando depois com o prof. Othaniel Pereira de Alcântara Júnior.  Mais tarde ingressa no Curso Técnico da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG (1999), onde dá segmento aos estudos de teoria e violino com o Prof. Alessandro Borgomanero. Iniciando em 2001 o curso de Educação Musical com habilitação em violino na EMAC-UFG, também sob orientação de Alessandro Borgomanero, participou também de aulas e master classes de violino com Daniel Guedes, Bernardo Bessler, Rodolfo Bonucci, Albrecht Breuninger, e de música de câmara com Fany Solter, Michael Udhe, dentre outros, e de festivais, notadamente o 37° Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, 24º Curso Internacional de Verão de Brasília, o 14º festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – MG, se apresentando e também freqüentando aulas com os professores Omar Guay, Roney Marckzak, Ole Böhm (Noruega), e Paulo Bosísio. Atuou como solista com a Orquestra Sinfônica de Goiânia e a Orquestra de Câmara Goyazes. Em 2004 foi finalista no concurso de jovens instrumentistas FURNAS Geração Musical, onde participou, junto com os outros finalistas, da gravação de um CD com obras de compositores brasileiros. Ingressou, a partir do ano de 2008, na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), onde atua por 2 temporadas (2008 e 2009) junto ao maestro Cláudio Cruz, com quem dá continuidade aos estudos de violino. Atuando como Spalla nesta orquestra, apresentou-se por duas vezes nos Festivais de Campos do Jordão (2008 e 2009) e Juiz de Fora (2008). No  segundo semestre de 2009 atuou também como chefe de naipe na OSTNCS, a convite do  maestro Ira Levin. Como professor, atuou na função de Monitor da disciplina de Violino, da Escola de Música e Artes Cênicas, exercendo um total de 312 horas, trabalhando com alunos de nível técnico e também graduação. Adicionalmente, a partir de 2008, desenvolveu trabalho didático dando aulas a músicos estagiários da OSRP.  


Para quem gosta aí está uma ótima dica.

Eu vou, é claro.....

Ab

Até.









quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pacientes acamados

Olá pessoal 


Tem um kit banho de leito que custa R$ 219,00 no mercado livre.
Segue link do kit.
 
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-197689008-kit-banho-no-leito-acamado-banho-na-cama-lavagem-cabelos-_JM


Vale a pena conferir!!!!!!!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011




 NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES

..
NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES
AFINAL....
PARA QUE SER UM PAIS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM?
Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês.
"Homenageado na Academia Brasileira de Letras"... LETRADO ELE
Tiririca: R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias;
"Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...COMO DIZ OS GAUCHOS 
- TCHÊ...  QUE TAL?
Um funcionário da Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um ACT ou um professor iniciante, levando em consideração para trabalhar na empresa você precisa ter o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado?
Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...
Moral da História:
Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: 
ler, escrever e pensar.
Sugestão:
Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:
- Educação Física: Futebol
- Música: Sertaneja, Pagode, A
       
- História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira
Evolução do Pensamento das "Celebridades"

- Matemática: Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha
Cálculo Percentual de Comissões e Propinas
- Português e Literatura:
??????????????????????? Para quê??????????? ???????????
- Biologia, Física e Química:
 Excluídas por excesso de complexidade

Está bom ou quer MAIS!!!!!!!!!!!!!
ESSE É O BRASIL DOS BRASILEIROS!!!!!!  

>> ** Natália Bortolotti ** <<
Olha o absurdo no Rio de Janeiro (que não é 
diferente do resto do Brasil)
BOPE 
R$ 2.260,00................. para Arriscar a vida; 
Bombeiro R$ 960,00..........para Salvar vidas;
Professor R$ 728,00..........para Preparar para a vida;
Médico R$ 1.260,00..................para Manter a vida;

E o Deputado Federal?
Ganha R$ 26.700,00 para FERRAR a vida de todo mundo!

De: Rubem Heidrich