segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Saúde

                             
                                           Para todas as MULHERES que fazem QUIMIOTERAPIA, 
                              elas também são PRINCESAS GUERREIRAS!!!!


Leiam o texto neste blog: Não Desperdice seu Câncer.


Fonte: combate ao câncer

sábado, 24 de dezembro de 2011

Interesse Geral



Rir é o melhor remédio

Rir é o melhor remédio
Dizem que há muita sabedoria nos ditados populares. Esse é um bom exemplo. Todo mundo concorda que uma das melhores coisas na vida é dar umas belas gargalhadas. E em grupo melhor ainda, mesmo porque o riso é contagioso e um fator de agregação social. Todos nós já passamos por situações onde rimos às vezes até as lágrimas e muitas vezes não sabemos nem o porquê. A explicação biológica para a sensação de bem estar advinda do riso seria a liberação de neurotransmissores, em particular a endorfina. De acordo com um estudo recente publicado noProceedings of The Royal Society, não é o prazer intelectual associado ao humor, mas sim o ato físico de dar risadas que seria o responsável por esse efeito. A pesquisa, realizada por Robert Dunbar junto com cientistas do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, comprovou que é quando damos gargalhadas que liberamos endorfinas, aquele mesmo neurotransmissor que liberamos durante o exercício físico, principalmente corridas de grande distância. Além da sensação de bem estar, um dos conhecidos efeitos da endorfina é também aumentar o limiar da dor.
Como saber se liberamos endorfinas?
As endorfinas são produzidas pelo sistema nervoso central (SNC), mas não é possível medi-las no sangue porque elas não atravessam a barreira hemato-encefálica (do cérebro para o sangue). Uma maneira indireta de analisar a liberação de endorfinas é através do seu papel anestésico, ou seja, medir o nosso limiar a dor. Essa propriedade pode ser muito potente. Não é raro ouvir casos de pessoas que sofreram uma fratura durante uma maratona ou perderam as unhas do pé e só perceberam depois da corrida. E foi isso que os pesquisadores avaliaram para concluir o que acontecia como consequência do ato de rir: a tolerância à dor antes e depois do experimento.
Como foi feita a pesquisa?
Sem entrar em muitos detalhes, os cientistas dividiram os voluntários em diferentes grupos que assistiam três tipos diferentes de vídeos: cômicos (tais como Os SimpsonsFriendsSouth Parkou de comediantes conhecidos), neutros (tais como histórias sobre treinamento de cães ou de golfinhos) e filmes positivos mas não cômicos (geralmente relacionados com a preservação da natureza). Todos os voluntários eram submetidos a um experimento (uma cinta de gelo em torno do braço) e media-se quanto tempo eram capazes de tolerar a dor. Como a tolerância à dor é muito individual, cada um dos participantes foi analisado antes e depois de assistir ao vídeo. E o resultado foi surpreendente. Os indivíduos que haviam visto os filmes cômicos e dado boas gargalhadas tinham aumentado significativamente a sua resistência à dor. Viva os Doutores da Alegria, aqueles profissionais fantásticos cujo papel é exatamente esse: provocar o riso em crianças doentes em hospitais.
Gargalhadas ao invés de exercicio físico?
Para os preguiçosos de plantão – que são contra qualquer tipo de exercicio aeróbico e não usufruem do prazer da endorfina – essa também é uma excelente alternativa. É claro que há outros benefícios associados à atividade física além da liberação desse neurotransmissor. Mas se você é daqueles que odeia se exercitar, junte uma turma de amigos bem humorados e dê umas boas gargalhadas. Aproveite suas férias e ria muito.
Boas festas e um 2012 super feliz, querido leitor.
Por Mayana Zatz

Natal!!!!!!!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Decoração



Estas imagens estão no blog Le Petit Espace.
São lindas!!!!!!!!  Amei!!!!!!!!!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dia do Fonoaudiólogo


Nove motivos para procurar um fonoaudiólogo

Rouquidão, problemas de fala, audição e até estética facial melhoram com tratamento




por: letícia gonçalves
A capacidade de articular bem palavras, medir o tom de voz ideal e respirar nos intervalos certos destaca-se entre as pessoas que são habilidosas em se comunicar - feliz de quem apresenta naturalmente essas características. Se este não é o seu caso, um fonoaudiólogo pode ajudar. "Nós trabalhamos a comunicação, incluindo voz, escrita e audição", afirma a fonoaudióloga Solange Gonçalves, do Hospital Universitário São Francisco, em Bragança Paulista (SP). 

Sucção, deglutição e mastigação são outras atividades que têm melhora no rendimento com a ajuda de sessões regulares no fonoaudiólogo, profissional homenageado em 9 de dezembro. Aproveite a data e veja como uma consulta pode ajudar nestas e em outras situações.

Amamentação
Quem já não ouviu mães reclamando que não tem leite ou que o bebê parece rejeitar o peito? O fonoaudiólogo atua nessa área, estimulando a sucção e deglutição do bebê e evita o desmame precoce. "Isso é feito por meio de orientações e acompanhamento da mãe, além do treinamento de equipes de saúde em hospitais, para incentivar o aleitamento materno", explica a fonoaudióloga Eliana de Martino, diretora do curso de Fonoaudiologia da Universidade Guarulhos.

Volto com outras notícias do Dia do Fonoaudiólogo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



Jovens autores com Síndrome de Down autografam o livro "Mude Seu Falar Eu Mudo Meu Ouvir"

21/11/11 15h29

Jovens autores com Síndrome de Down autografam o livro "Mude Seu Falar Eu Mudo Meu Ouvir"


Lançado no dia 19 de novembro, o livro "Mude Seu Falar Eu Mudo Meu Ouvir" teve seu texto elaborado por pessoas com Síndrome de Down e visa mostrar para os leitores um pouco mais sobre esse tipo de deficiência. A cerimônia de lançamento aconteceu durante o último dia do Seminário Internacional: Celebrando os 30 anos do AIPD (Ano Internacional das Pessoas Deficientes), em São Paulo, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O livro conta com sete autores, mais a Associação Carpe Diem. São eles: Carolina Yuki Fijihira, Ana Beatriz Pierre Paiva, Beatriz Ananias Giordano, Carolina de Vecchio Maia, Carolina Reis Costa Golebski, Claudio Aleoni Arruda e Thiago Rodrigues. Os autores estiveram no evento de lançamento, autografando os livros.

O objetivo principal do livro, que foi feito de forma criativa e participativa, é servir como base para a concretização da mudança na forma de pensar e ver a deficiência intelectual. É o primeiro livro sobre acessibilidade, escrito por pessoas com deficiência intelectual.

O direito a acessibilidade que os autores buscam tem um sólido respaldo na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil como emenda constitucional, pelo Decreto Legislativo 186/2008 e Decreto Executivo 6.949/09.

SERVIÇO
Mude seu falar eu mudo meu ouvir um livro escrito por pessoas com deficiência intelectual.

Autores:  Associação Carpe Diem, Carolina Yuki Fijihira, Ana Beatriz Pierre Paiva, Beatriz Ananias Giordano, Carolina de Vecchio Maia, Carolina Reis Costa Golebski, Claudio Aleoni Arruda, Thiago Rodrigues.

O livro pode ser adquirido diretamente com a instituição Carpe Diem: (11) 5093.1888.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011




http://aindapossodizerteamo.tumblr.com/



Oi!!!
Aqui é a Ana, claro!!, então tô aproveitando pra fazer a divulgação do meu TUMBLR!
entra ai! tah? valeu!!

Bjbj fuiiii

domingo, 20 de novembro de 2011

Generosidade, muito prazer


Hoje a nossa Visita de Domingo é a carioca Claudia Penteado. Ela se apresenta: “Sou  jornalista especializada em propaganda e marketing e mãe da Juliana, de oito anos. Sou casada e moro numa casinha numa rua de paralelepípedos rodeada de verde por todos os lados e visitada diariamente por tucanos, gambás e saíras de sete cores”.
Generosidade: liberalidade, magnanimidade, munificência e nobreza
Em boa hora veio o convite para escrever neste blog, recheado de opiniões e confissões de mulheres incrivelmente inteligentes. Me enche de orgulho a possibilidade de estar aqui de tempos em tempos escrevendo sobre…o que me vier à cabeça. Pra mim, a falta de briefing – só pra usar um termo que tem a ver com a minha profissão – é um grande desafio, eu que raramente opino sobre qualquer coisa e venho exercendo ipsis literis a profissão de “repórter”. Então, para esta estreia, decidi escrever sobre algo que vem ocupando boa parte dos meus dias: buscar, em algum lugar bem fundo dentro da alma, a capacidade de ser verdadeiramente generosa.
Generosidade é um conceito nem sempre muito claro e incrivelmente complexo na hora de ser posto em prática. Ela começa por aceitar a minha própria história, repleta de fraquezas e falhas – e encontrar nela as coisas boas, que me trouxeram até aqui com dignidade. Aceitar a própria história, já li numa crônica da Eliane Brum, é um desafio desmedido e libertador. Nos faz aceitar a idade que chega, e ver brilho nela e no futuro. Tem me feito encontrar a riqueza de ser o fruto – bom – de tudo o que vivi e das escolhas que fiz, inclusive as “erradas”. Outro tipo de generosidade é estar verdadeiramente aberto a cuidar do(s) outro(s). Eu me achava a pessoa mais generosa do mundo até que decidi construir uma nova família.
Estar disponível emocionalmente para isso não é simples. Encontro, diariamente, novas oportunidades de expandir o espaço no meu coração para “cuidar” desse novo núcleo familiar que escolhi. Eu – que, imagine só, já fui casada por 15 anos – achava que sabia tudo sobre casamento e cuidar de uma família. Depois de algumas cabeçadas, devo dizer que há um imenso encanto nisso: em não saber, em ficar meio perdido e ter de buscar novas ferramentas internas para construir uma nova história e cuidar de um novo amor. E, neste meio tempo, porque não, me tornar uma pessoa um pouco melhor.
Este aprendizado é o grande presente que me dei nessa minha nova fase de vida. Uma fase cercada de verde por todos os lados, tucanos, saíras, gambás, luar por entre as folhagens, um jardim cheio de flores incrivelmente belas, cheiro de lavanda, vazamentos e boilers que pifam, paredes que dão bolhas, cheiro de citronela pra espantar (muitos) mosquitos, e a permanente brisa fresca da novidade e do amor verdadeiro. Dentro da minha carteira, guardo comigo uma frase que ganhei de uma amiga e que diz: escolhas são compromissos de amor com o caminho. É isso. Bom Domingo pra você!


Em:  http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/11/20/generosidade-muito-prazer/

Recebi de uma amiga.




“O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos. O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa. É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar.

(Augusto Cury – O código da inteligência)

domingo, 6 de novembro de 2011

Música



Linda música.... Inspiradora!!!!!!!!!!!!

Espero que também gostem.

Até.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Feriado de Finados

Feriado no meio da semana nunca foi o que mais gostei. Sempre acho que quebra muito minha rotina e a das crianças, principalmente.
Mas este teve alguns momentos especiais....





Não sei como é na casa de vocês, mas aqui quando resolvemos lavar o carro é sempre a mesma história. Primeiro, as crianças lavam (sem a  Ana, é claro. Porque ela já é uma adolescente e não pode molhar o cabelo). Voltando.... Elas se esforçam e é uma delícia de ver. Mas depois...



Aqui o José Antônio preocupadíssimo com o jardim, mas nem pensa na sua coluna....


A  Duda resolveu brincar de guerra de água. E o carro? Ai meu Deus, lembramos que ainda tínhamos que lavar. As crianças se cansaram e foram brincar e aí eu e José Antônio fomos realmente lavar o carro.

E no final das contas, o jardim ficou assim....





O carro ficou limpo e nós nos divertimos. Foi um bom feriado!!!!!!!

Até.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Coenzima Q10


A coenzima Q10 e seus efeitos no tratamento de doenças degenerativas




A coenzima Q10 e seus efeitos no tratamento de doenças degenerativas


A coenzima Q10 e seus efeitos no tratamento de doenças degenerativas



A Coenzima Q10 é uma substância lipossolúvel também conhecida como CoQ10, vitamina Q10, ubidecarenona, ou ubiquinona. Pode ser obtida da dieta ou de suplementos alimentares, mas é também produzida endogenamente. É encontrada principalmente nas mitocôndrias, que são organelas celulares produtoras de energia.


Carne, aves e peixes são as fontes mais concentradas de CoQ10, e a ingestão diária desses alimentos fornece entre 2 a 20 mg, o qual não eleva significativamente os níveis de CoQ10 no sangue e nos tecidos. Pequenas quantidades são encontradas em cereais, soja, nozes e vegetais, particularmente espinafre e brócolis. A absorção da CoQ10 proveniente da dieta (ou suplementos) ocorre no intestino delgado e é influenciada pela presença de alimentos e bebidas. É melhor absorvida na presença de alimentos ricos em lipídeos. Depois de absorvida, a CoQ10 é transportada ao fígado onde é incorporada dentro de lipoproteínas e concentrada nos tecidos. A concentração de CoQ10 nos tecidos humanos atinge seu pico aos 20 anos diminuindo com o aumento da idade.



Encontrada na maioria dos organismos vivos, desde sua descoberta em 1957 por Crane e seus colegas na Universidade de Wisconsin-Madison, e da identificação de sua estrutura química por Folkers e colegas em 1958, a CoQ10 tem sido extensivamente estudada por seu papel chave na produção de energia celular – está envolvida no transporte de elétrons e prótons e na síntese de ATP na membrana mitocondrial - e por agir como antioxidante seqüestrador de radicais livres.



Devido à CoQ10 não ser classificada como vitamina ou mineral, não há valor de referência dietético ou recomendação diária estabelecida. Entretanto, alguns sinais e sintomas são associados com a falta de CoQ10. A deficiência tem sido associada à falência cardíaca congestiva, doença isquêmica do coração, cardiomiopatia, hipertensão, hipertiroidismo e câncer de mama. No entanto, não está claro se a falta da CoQ10 contribui para o desenvolvimento da doença ou se é causada pela doença.



A deficiência pode ocorrer como um resultado de ingestão e/ou produção inadequada causada pelo envelhecimento ou pela deficiência de nutrientes necessários para a síntese, defeitos genéticos ou adquiridos na síntese ou no metabolismo e interações com medicamentos – beta-bloqueadores, hidroclorotiazida, metildopa, estatina e antidepressivos tricíclicos podem reduzir os níveis de CoQ10.



A forma reduzida da CoQ10 é capaz de seqüestrar radicais livres que podem causar danos ao DNA, proteínas e lipídeos, provocando várias doenças, incluindo doenças cardiovasculares, e doenças neurodegenerativas tais como Alzheimer e Parkinson. Os efeitos da administração de CoQ10 em pacientes com diversas doenças degenerativas vem sendo estudado. Em vários modelos animais de doenças neurodegenerativas a CoQ10 mostrou efeitos benéficos, diminuindo a progressão das doenças. 



Na doença de Parkinson alguns estudos preliminares começaram a sugerir que, em estágios iniciais da doença, a ingestão diária de determinadas doses de CoQ10 pode ajudar a retardar o processo degenarativo. Shults e colegas em 2002 verificaram que pacientes que receberam CoQ10, na dose estudada, apresentaram 44% menos declínio na função mental, motora e na capacidade de realizar atividades cotidianas (como se vestir e se alimentar) comparados com pacientes que receberam placebo. No entanto, Storch e colegas em 2007 não conseguiram obter resultados tão otimistas, já que não conseguiram demonstrar diferenças entre os pacientes que receberam altas doses de CoQ10 e aqueles que receberam placebo.



Estudos preliminares também sugeriram um retardo na progressão da Doença de Huntington e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), no entanto os experimentos ainda estão em progresso e nenhum resultado conclusivo foi alcançado.



Por ser um potente sequestrador de radicais livres, pesquisadores do Laboratório de Bromatologia e Nutrigenômica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto/SP, estão estudando os efeitos antioxidantes da CoQ10 na proteção contra os efeitos neurotóxicos causados por drogas quimioterápicas. Este trabalho ainda está em fase preliminar de estudo.



É importante ressaltar que embora a CoQ10 tenha apresentado resultados positivos nas pesquisas com doenças neurodegenerativas, outros estudos são necessários antes que possa ser determinada a eficácia da CoQ10, para que os pacientes não sejam expostos a riscos desnecessários e gastos significativos.



FONTE: Abran

*** Vale ressaltar que apesar da CoQ10 ter vários resultados positivos, na ELA sua eficácia ainda não é comprovada.

Ab


domingo, 30 de outubro de 2011

Texto de Clarice Lispector


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector

sábado, 29 de outubro de 2011

Fonoaudiologia e Psiquiatria


Diagnóstico e conduta dos estados confusionais
José Cássio do Nascimento Pitta
   

José Cássio do Nascimento Pitta
José Cássio do Nascimento Pitta
Professor Assistente do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo ( Unifesp/ EPM)
CorrespondênciaJosé Cássio N. Pitta
Rua Botucatu, 740/3º andar
04023-900 São Paulo, SP
Caixa Postal: 20207
Tel.: (0xx11) 3256-4891 (res.)
Tel.: (0xx11) 3255-1375 (cons.)
E-mail:pitta@psiquiatria.epm.br
O estado confusional é caracterizado por obnubilação da consciência (diminuição do grau da clareza de consciência, prejuízo da concentração, lentidão da compreensão, dificuldade de percepção e elaboração das impressões sensoriais), desorientação temporal e espacial, delírio onírico (assemelha-se ao sonho: vivo, dramático, alucinações visuais de conteúdo, muitas vezes, aterrorizantes) e prejuízo da memória, geralmente com amnésia lacunar posterior à remissão desse estado psíquico-patológico. O termo “estado confusional” não pode ser considerado um transtorno mental unicamente de origem neurobiológica, mas é, muitas vezes, uma síndrome mental orgânica, principalmente classificado na forma clínica de delirium.1
Síndrome confusional ou delirium é um transtorno mental que é causado e mantido por determinadas doenças sistêmicas que afetam o cérebro, apenas um dos múltiplos órgãos acometidos pela doença, não sendo, portanto, considerado um transtorno mental primário. As manifestações psicopatológicas não são específicas em relação à doença somática que a causou.2 Bonhoeffer (1910) descreveu as formas de reações exógenas, nas quais o mesmo agente etiológico poderia produzir sintomas psíquicos diferentes, assim como quadros clínicos semelhantes originariam a partir de diferentes agentes etiológicos, demonstrando dessa forma a universalidade e independência da natureza da doença orgânica subjacente.
Quadro clínico
O estado confusional é caracterizado pela presença de alteração aguda da consciência; tem início súbito, freqüentemente com duração máxima de oito dias e remissão completa. A prevalência em hospitais gerais varia entre 10% e 30% em pacientes idosos; e entre 10% – 40% e 20% – 30% em unidades de terapia intensiva.2
•   A alteração mais importante do estado confusional é o comprometimento da consciência, às vezes não se manifestando com muita evidência. O nível da consciência pode flutuar durante o dia, com piora freqüente à noite. Esse prejuízo é reconhecido pela desorientação temporal e espacial, alteração da consciência autopsíquica e perplexidade frente ao ambiente e a pessoas do convívio familiar. O paciente apresenta diminuição da concentração, assim como das respostas solicitadas. Em decorrência das flutuações, é necessário o exame várias vezes ao dia, para detectar as alterações das funções psíquicas.
•   A mudança do ciclo sono-vigília ocorre freqüentemente. Alguns pacientes podem permanecer sonolentos durante o dia e com intensa agitação à noite, apresentando dificuldade para manutenção do sono.
•   A memória apresenta-se prejudicada no registro de novas informações e para novos aprendizados, assim como no ato de recordar.
•   A psicomotricidade apresenta-se alterada, com a presença de hiperatividade ou lentidão psicomotora. Algumas vezes, observa-se movimentos estereotipados ou mutismo.
•   O humor encontra-se lábil e oscila com manifestações de ansiedade, irritabilidade e sintomas depressivos.
•   O pensamento é lento e incoerente em sua forma, tendo conteúdo precariamente elaborado, idéias de referência e delírios persecutórios transitórios pouco estruturados.
•   A sensopercepção pode estar comprometida, ocorrendo ilusões, distorções nas interpretações ou alucinações, sendo as mais comuns as visuais, as auditivas; as menos freqüentes são as tácteis.
•   A crítica em relação ao seu estado mórbido apresenta-se comprometida.
As características clínicas do estado confusional variam entre os pacientes e estão relacionadas aos traços de personalidade. Há duas principais formas de manifestação psicopatológica: o paciente apresenta-se agitado e hiperativo, com alucinações e delírios; e o paciente apresenta-se com lentidão psicomotora e letargia, em que é menos provável a presença de delírios e alucinações.
Delirium é definido como uma síndrome cerebral orgânica etiologicamente não específica, caracterizada por perturbações simultâneas de consciência, atenção, percepção, pensamento, memória, comportamento psicomotor, emoção e ciclo sono-vigília. A duração é variável, e o grau varia de leve a muito grave. Essa categoria inclui: síndrome cerebral aguda ou subaguda; estado confusional (não alcoólico) agudo ou subagudo; síndrome psicoorgânica aguda ou subaguda; psicose infecciosa aguda ou subaguda.
Critérios diagnósticos de delirium de acordo com a CID-10
A.  Há obnubilação de consciência, isto é, redução da claridade de percepção do ambiente, com capacidade reduzida de focar, manter a atenção.
B.  A perturbação de cognição é manifestada por ambos:
        (1) comprometimento das memórias imediata e recente, mas com memória remota relativamente intacta;
        (2) desorientação temporal, espacial e pessoal.
C.  Pelo menos uma das seguintes perturbações psicomotoras está presente:
        (1) mudanças rápidas e imprevisíveis de hipo a hiperatividade;
        (2) tempo de reação aumentado
        (3) aumento ou diminuição do fluxo da fala;
        (4) intensificação da reação de susto.
D.  Há perturbação do sono ou do ciclo sono-vigília manifestada por pelo menos um dos seguintes:
        (1) insônia, a qual pode, em casos graves, envolver perda total do sono, com ou sem sonolência diurna, ou inversão do ciclo sono-vigília;
        (2) piora noturna dos sintomas;
        (3) sonhos perturbadores e pesadelos, os quais podem continuar como alucinações ou ilusões após o despertar.
E.  Os sintomas têm início rápido e mostram flutuação ao longo do dia.
F.  Há evidência objetiva a partir da história, exame físico e neurológico e testes laboratoriais de uma doença cerebral ou sistêmica subjacente (outra que não relacionada a substância psicoativa) que possa ser presumida como responsável pelas manifestações clínicas nos critérios A-D.
Etiologia
Existem várias causas intracranianas e extracranianas relacionadas aos estados confusionais. As principais seguem-se:
1.  endócrinopatias: hipotiroidismo, hipertiroidismo, doença de Addison, síndrome de cushing;
2.  metabólicas: hipoglicemia, hiperglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos, insuficiência renal e hepática;
3.  intoxicações: álcool, cocaína, benzodiazepínicos, corticosteróides, anticolinérgicos, levodopa, metildopa, opiáceos, digoxina, diuréticos, anti-histaminícos, cannabis, estimulantes, solventes, mercúrio, chumbo, magnésio, monóxido de carbono;
4.  abstinências: álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos, anfetamínicos;
5.  vasculares: insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, encefalopatia hipertensiva, arterites cerebrais, ataques isquêmicos transitórios.
6.  infecções: sífilis, tuberculose, Aids, toxoplasmose, citomegalovirus, mononucleose, broncopneumonia, endocardites, encefalites, infecções urinárias;
7.  lesões que ocupam espaço: tumores do SNC, metástases, hematoma subdural, aneurismas, abscessos cerebrais, hidrocefalia;
8.  nutricionais: deficiência de vitaminas (tiamina, cianocobalamina, ácido fólico, ácido nicotínico);
9.  doenças auto-imunes: lúpus eritematoso, vasculites;
10. epilepsias: convulsões psicomotoras, estado pós-ictal.
Não são todos os pacientes com as condições acima citadas que desenvolvem delirium. Alguns fatores favorecem o aparecimento do quadro em crianças, pacientes acima de 60 anos, pessoas com história anterior de abuso de substâncias psicoativas ou de traumatismo craniano, com privação de sono, e privação ou hiperestimulação sensorial.2


Diagnóstico diferencial
O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com os seguintes transtornos mentais:
1.  esquizofrenia: o início tende a ser mais insidioso, embora a vivência delirante primária ou humor delirante apresentem, muitas vezes, uma certa perplexidade, não ocorre rebaixamento do nível de consciência, e a orientação temporal e espacial geralmente está conservada, exceto quando secundária à estruturação do delírio. As alucinações são geralmente auditivas, e as visuais, quando ocorrem, não têm o caráter onírico ou aterrorizante dos quadros confusionais. O quadro clínico é mais estável sem flutuações durante o dia;
2.  episódio maníaco: a fase inicial pode apresentar uma alteração da consciência, geralmente de forma menos intensa. O humor exaltado e irritável, assim como agitação psicomotora é mais estável, quando comparado aos estados confusionais;
3.  transtornos dissociativos: apresentam alteração da consciência, freqüentemente com ausência de perplexidade perante à desorientação temporal, espacial e autopsíquica. As manifestações psicopatológicas não pioram durante a noite, e não ocorrem alterações do ciclo sono-vigília. Esses transtornos predominam em adultos jovens, com história mais evidente de conflitos nas relações interpessoais. Alguns quadros dissociativos são muito semelhantes aos estados con-fusionais de origem orgânica, sendo o diagnóstico somente elaborado após a confirmação da ausência de alterações sistêmicas, a partir do exame físico e exames complementares acima descritos.
4.  síndromes demenciais: o início do quadro clínico é insidioso, com prejuízo progressivo da memória de fixação, precedendo a outras alterações psicopatológicas. As alterações da consciência são mais raras e, geralmente, ocorrem nos estágios mais avançados. A demência de origem vascular apresenta estados confusionais com características clínicas de delirium.


Tratamento
O tratamento inicia-se com a identificação do agente etiológico e conseqüente correção da alteração sistêmica de base. Alguns procedimentos são necessários para atenuar o rebaixamento da consciência e criar condições de segurança até que a patologia somática seja estabilizada.4


Medidas gerais
1.  O paciente deve permanecer em um ambiente o mais tranqüilo possível, com iluminação adequada e evitar o excesso de estímulos sensoriais;
2.  a higiene e alimentação devem ser assistidas;
3.  os membros da equipe devem se identificar e explicar cada procedimento, além de evitar mudanças constantes desses profissionais. A presença de familiares, assim como informações sobre seu estado podem ser úteis para ajudar a diminuir a perplexidade do paciente, decorrente da dificuldade em reconhecer o ambiente;
4.  para reduzir a desorientação temporal e espacial deve-se repetir várias vezes local onde o paciente se encontra e a data exata.


Referências
  1. Postel J. Dictionnaire de psychiatrie et de psychopatologie clinique. Paris: Larousse; 1993.
  2. Gelder M, Gath D, Mayou R. Concise Oxford textbook of psychiatry. Oxford: Oxford University Press; 1994.
  3. Organização Mundial da Saúde. Classificação de Transtornos mentais e de comportamento da CID-10: referência rápida. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997.
  4. American Psychiatric Association. Practice Guidelines for the treatment of psychiatric disorders: compedium 2000. 1st ed. Washington (DC): American Psychiatric Association; 2000.


domingo, 23 de outubro de 2011

ELA


Por Eliane Machado Rocha

ELA  chega de mansinho,
Sem ter dia nem hora
Cada um a sente de uma maneira diferente e
Lentamente ELA vai invadindo nosso espaço,
Exigindo de nós mais e mais,
Risos tornam-se calados,
Os olhos tornam-se secos,
Saímos do nosso eu, mas
Encontramos um nós.


Lutamos por tempos contra
Algo que não sabemos bem como
Traduzir em palavras a
Essência do seu porquê,
Reunimos forças de todos os lados,
Amigos se vão e vem assim como os
Lamentos e questionamentos,


Amarguras e dúvidas
Muitas vezes passam a ser nossa companhia, mas o mais
Importante é sabermos que
Onde quer que estejamos existe um Deus
Todo poderoso que nos acolhe,
Reúne nossos pedaços e nos levanta.
Órfãos desse Pai nunca seremos.
Façamos Dele o nosso ponto de apoio!
Indiferente de raça e religião,
Com certeza sentiremos o verdadeiro 
Amor.

O amor de Deus.
Em Comunidade Ela Brasil